A Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, na década de 80, desejava levar o carisma de Santa Paulina para o continente africano.
Dom Jean-Claude Bouchard, na época bispo da Diocese de Pala, no Chade, ficou sabendo disso e entrou em contato com Irmã Maria Monfort de Jesus Hóstia (Gentile Beber), Coordenadora-Geral da Congregação na época.
Assim, o assunto foi colocado em pauta no Capítulo Geral de 1984 e, a partir daí, a Congregação buscou Irmãs voluntárias para missão e muitas delas colocaram-se à disposição.
Após oito meses de preparação em Paris, na França, as Irmãs Alexandrina Duarte, Luiza Rossini (Marilda Aparecida do Coração de Jesus), Maria de Lourdes da Conceição e Maria Helena de Carvalho partiram para o Chade.
Em 11 de março de 1985, nasceu a Comunidade Esperança, com a finalidade de atuar na Pastoral da Saúde e na promoção humana.
As Irmãs iniciaram o trabalho missionário pela saúde preventiva, depois de convencer o povo da necessidade de perfurar poços, principalmente para beber água potável. Também ensinaram sobre higiene, conservação de alimentos, pré-natal para as mulheres, uso de plantas medicinais, vacinação etc.
Um dia após a fundação da comunidade, as Irmãs Alexandrina, Luiza e Conceição assumiram a farmácia do posto administrativo, o dispensário, as consultas, as visitas ao “hospital” (casas comuns, sem meios, onde ficavam internadas as pessoas doentes) e, nos intervalos, faziam a limpeza do ambiente.
Já na década de 90, as Irmãs Maria Iranilda Rodrigues, Maria José Paixão e Maria Aparecida de Sousa contribuíram com a promoção feminina, reuniram grupos de mulheres para serviços manuais, construíram uma casa para formação em corte e costura, organizaram uma cooperativa para as famílias comercializarem seus produtos e acompanharam escolas. Com este trabalho missionário das Irmãs, muitas jovens identificaram-se com o carisma e, assim, começaram a surgir vocações para a Congregação.
O bispo de Pala em visita à Casa Geral, em São Paulo (SP), elogiou o trabalho da Congregação no Chade. “O admirável nas Irmãzinhas que trabalham no Chade é sua missão entre os pobres mais pobres, ficando bem visível o carisma congregacional”, disse Dom Jean-Claude Bouchard.
E a missão de cuidar da vida não parava. As Irmãs, com a ajuda de um médico francês e sua esposa enfermeira, abraçaram o projeto audacioso de reduzir a mortalidade infantil e maternal, por meio da vacinação, Pastoral da Criança, formação de parteiras, pré-natal e formação nutricional nos povoados. Em 2006, foram pesadas três mil crianças, sendo encontradas 800 malnutridas graves e, com a ajuda dos familiares, foram recuperadas 217 crianças em um ano.
No ano seguinte, havia um bom número de vocacionadas para a Congregação. Com a ajuda da Paróquia, da Cáritas e do Comitê Diocesano de Atividades Sociais, as Irmãs ofereciam, às jovens, um espaço para aprendizagem de francês, matemática, corte e costura, bordado, pintura, tingimento de tecidos, crochê e arte culinária. O projeto contava com professores voluntários e Irmãzinhas.
Atualmente, a comunidade é formada pelas Irmãs Ilza Martinho Pimenta, Brigitte Maipa e Thérèse Adjovi Bouaka que atuam na promoção humana, especialmente das mulheres, e na pastoral.