As Irmãzinhas da Imaculada Conceição, há mais de 80 anos, acompanham os povos originários. A primeira missão em comunidades indígenas foi no Mato Grosso, em 1934, e recebeu a bênção de Santa Paulina.
As ações multiplicaram-se e, hoje, a Congregação marca presença em diversas realidades no Brasil e no mundo, acompanhando e apoiando os povos indígenas em suas lutas por direitos e vida digna.
No interior de São Paulo, Irmã Sebastiana Mendonça, Irmã Irene Malamim e Irmã Reginalda de Oliveira Alves estão presentes na Aldeia Tekoa Takuari, em Eldorado, no Vale do Ribeira, que é habitada pelo povo Guarani Mbya. Formada em 2013 por famílias oriundas de Parelheiros (SP), a comunidade preserva a Mata Atlântica em uma área de mais de 2 mil hectares e vive de agricultura de subsistência e artesanato.
Nesta realidade, as Irmãzinhas da Imaculada Conceição, em parceria com religiosos e leigos, assumem, com dedicação e amor, o serviço de animar e articular ações que contribuem para o revigoramento da vida comunitária e para o florescimento de novos caminhos de cuidado, unidade e resistência.
Para Irmã Sebastiana, o desafio é a constante rotatividade dos povos na aldeia. Ainda assim, há o fortalecimento da união entre as diferentes famílias e culturas, que caminham juntas na valorização dos saberes ancestrais, na partilha da vida e na busca pela autonomia. “Celebramos especialmente o protagonismo dos jovens e a resistência viva das tradições, que renovam a esperança a cada encontro e ação comunitária”, conta Irmã Sebastiana.
E a missão não para por aí. Importantes iniciativas foram implantadas nos últimos meses junto aos povos da aldeia, como momentos de formação com jovens e lideranças; rodas de conversa; ações da Pastoral da Criança; encontros de espiritualidade e celebrações; além do início da plantação de uma horta comunitária.
Esta atuação das Irmãzinhas nesta aldeia é marcada pelo cuidado, pela escuta e pelo compromisso com a vida, o que tem gerado frutos concretos na comunidade, renovando a esperança no caminhar coletivo.
